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Você sabe o que envolve a saúde do cérebro?

Por muito tempo, a ciência acreditou que nascíamos com um número determinado de neurônios e que seria inevitável a atividade cerebral plena se deteriorar com o envelhecimento. No entanto, nas últimas décadas, estudos revisaram o conceito de saúde do cérebro, que envolve o desenvolvimento do sistema nervoso e a plasticidade dele, que é a capacidade de se adaptar e se recuperar ao longo da vida. Isso abriu a possibilidade de pesquisar novas formas de manter a saúde do cérebro, veja quais são a seguir!

O que é saúde do cérebro?

A saúde do cérebro é um conceito amplo e está relacionada com o desenvolvimento neural, a manutenção da função mental e cognitiva, bem como a capacidade de adaptação e recuperação do sistema nervoso no decorrer da vida. Qualquer problema com um desses fatores pode trazer enorme prejuízo ao bem-estar físico, social e mental, confira o que é cada um deles:

Desenvolvimento neural – esse aspecto abrange a formação das estruturas e o crescimento do cérebro, processo que começa ainda na gestação.

Manutenção da função mental e cognitiva – a preservação dessas funções é de suma importância, porque elas correspondem à forma como percebemos o mundo e lidamos com as mais diversas situações. Engloba, por exemplo, a capacidade de atenção, aprendizado, processamento de informações e memória.

Capacidade de adaptação e recuperação – uma das características do cérebro é a plasticidade, ou seja, o seu poder de adaptação mediante novas experiências e estímulos. As mudanças de padrão do sistema nervoso podem acontecer tanto no aspecto estrutural (configuração sináptica) como funcional (modificação do comportamento), ajudando o cérebro a se recuperar de distúrbios e lesões.

Quais fatores podem influenciar a saúde do cérebro?

Fatores externos que afetam a saúde do cérebro – é possível citar certos comportamentos, como a alimentação deficiente em nutrientes importantes para o nosso organismo, entre eles vitaminas e sais minerais. Os fatores externos incluem também doenças como a meningite viral – que afeta as membranas responsáveis por proteger o cérebro – e lesões na região da cabeça em virtude de acidentes. Nessas situações, há tratamentos e métodos de prevenção.

Fatores biológicos que afetam a saúde do cérebro – no âmbito biológico, ela pode ficar comprometida devido a questões genéticas, como anomalias na formação de células ou do próprio crescimento cerebral. Nesses casos, os tratamentos propiciam uma melhor condição de vida, mas não são capazes de reverter o quadro.

  • No caso de doenças neurodegenerativas como Parkinson, esclerose múltipla e Alzheimer, a piora na condição de saúde do cérebro é progressiva, exigindo acompanhamento multidisciplinar.

Quais são os principais distúrbios neurológicos que afetam a saúde do cérebro?

Há diversos distúrbios neurológicos capazes de afetar a atividade cerebral. Alguns afetam áreas menores do cérebro, são localizados. Outros, afetam regiões maiores de forma difusa. Entre as principais disfunções estão:

Doença de Alzheimer – é uma doença neurodegenerativa que causa perda de memória e outros sintomas. O Alzheimer é resultado de danos ao tecido cerebral, diminuição de neurônios e da presença de uma proteína anormal, chamada beta-amiloide.

Doença de Parkinson – há uma degeneração de células cerebrais, que alteram a produção de dopamina, responsável por intensificar o impulso nervoso para os músculos. Assim, a doença afeta movimentos específicos do corpo.

Tumores cerebrais – são resultado da proliferação de células anormais, resultando em uma massa capaz de afetar o tecido cerebral e provocar o aumento da pressão intracraniana. Na maioria das vezes, esses tumores são fruto da metástase de um câncer em outra área do corpo.

Meningite – as meninges são tecidos que cobrem o cérebro e a medula espinhal. A meningite consiste na infecção dessas camadas por bactérias ou vírus, afetando a proteção do cérebro.

Enxaqueca – a dor característica dos episódios de enxaqueca ocorre quando os nervos recebem um estímulo que faz com que liberem substâncias que inflamam os vasos sanguíneos cerebrais e as meninges.  A dor de cabeça pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

Acidente vascular cerebral (AVC) – acontece quando uma artéria no cérebro fica bloqueada ou se rompe, resultando na morte de uma área do tecido cerebral que para de receber suprimento de sangue. Essa condição danifica células nervosas e pode prejudicar diversas funções, dependendo da região afetada, como fala, visão, equilíbrio, coordenação.

Existem maneiras de melhorar a saúde do cérebro?

O cérebro humano consegue se reorganizar em virtude de estímulos externos. Isso significa que é possível melhorar a saúde cerebral a partir de algumas práticas, como:

Exercício físico – ao exercitar o corpo, aumentamos o fluxo sanguíneo no cérebro, processo importante para o bom funcionamento do órgão. A prática regular de exercícios físicos ajuda a reduzir as perdas de memória.

Alimentação equilibrada – a alimentação também exerce papel fundamental na saúde do cérebro. Nesse sentido, os grupos de alimentos mais recomendados incluem grãos, verduras, gordura “boa” (como o azeite) e peixes. Por outro lado, é recomendado diminuir o consumo de carne vermelha e sal. Esse tipo de dieta é capaz de reduzir o declínio cognitivo e ajudar a manter o foco mental.

Dormir bem – o sono adequado ajuda o cérebro a reter informações e consolidar memórias, além de estimular a criatividade.

Manter uma vida social – a solidão é um fator de risco para o atrofiamento das atividades cerebrais. Por isso, é extremamente importante manter contato com familiares e amigos, o que também evita problemas como o estresse e a depressão.

Exercitar o cérebro – o nosso cérebro funciona como um músculo e, por isso, precisa de estímulos para se manter forte. Nesse sentido, a recomendação é exercitar habilidades de memorização e raciocínio lógico. Uma ótima maneira de se fazer isso é adotar o hábito de ler, montar quebra-cabeças e jogar caça-palavras.

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Referências