Os probióticos podem ajudar a prevenir e tratar infecções vaginais?

Conheça o papel dos probióticos no equilíbrio da flora íntima e na prevenção de infecções causadas por fungos e bactérias

As infecções vaginais estão entre as queixas mais comuns no consultório ginecológico. Corrimento, coceira e ardência são sintomas frequentes que indicam que algo pode estar em desequilíbrio na flora íntima. Diante disso, cresce o interesse por alternativas naturais que auxiliem na prevenção desses quadros — como os probióticos, que ajudam a manter o pH vaginal e combater microrganismos nocivos.

O que são infecções vaginais?

Essas infecções surgem quando há um desequilíbrio entre os microrganismos que habitam a vagina. Bactérias, fungos, vírus ou parasitas podem se multiplicar de forma excessiva quando o ambiente vaginal é alterado, gerando sintomas como dor, irritação e secreção anormal.

Fatores como o uso de antibióticos, duchas vaginais frequentes e absorventes internos por longos períodos contribuem para esse cenário. Além disso, doenças digestivas, como a síndrome de ruminação, podem comprometer a absorção de nutrientes essenciais e afetar a microbiota como um todo — inclusive a vaginal.

Quais são as infecções vaginais mais comuns?

Entre as mais frequentes, estão:

Vaginose bacteriana

Provocada pela queda de Lactobacillus e aumento de bactérias anaeróbias. Costuma gerar corrimento branco-acinzentado com odor forte.

Candidíase

Relacionada ao crescimento do fungo Candida albicans. Causa coceira intensa, corrimento espesso e sensação de queimação.

Tricomoníase

Infecção sexualmente transmissível com secreção esverdeada, vermelhidão e dor.

Clamídia

Silenciosa na maioria dos casos, pode causar corrimento e sangramento fora do ciclo.

Herpes genital

Manifesta-se com pequenas bolhas dolorosas, febre e mal-estar.

Gonorreia

Causa corrimento espesso, dor abdominal e sangramentos.

Como as infecções vaginais são tratadas?

O tratamento depende da origem da infecção:

  • Antibióticos para casos bacterianos

  • Antifúngicos para infecções fúngicas

  • Antivirais para herpes genital

Em todos os casos, o acompanhamento ginecológico é fundamental para evitar complicações.

Os probióticos podem ajudar na prevenção e no tratamento?

Os probióticos são micro-organismos vivos que atuam diretamente no equilíbrio da microbiota, inclusive a vaginal. Cepas como Lactobacillus crispatus e Lactobacillus rhamnosus são naturalmente presentes na flora íntima saudável e produzem substâncias que impedem a proliferação de patógenos.

Além disso, esses microrganismos fortalecem a barreira intestinal, o que impacta positivamente o sistema imunológico e, indiretamente, a saúde ginecológica.

Outro benefício dos probióticos está na prevenção de efeitos colaterais durante tratamentos com antibióticos. Muitas mulheres relatam episódios de candidíase após o uso prolongado desses medicamentos — situação em que o uso de probióticos pode ajudar a restaurar o equilíbrio.

O que mais pode ajudar a prevenir infecções vaginais?

Além da suplementação com probióticos, algumas atitudes no dia a dia ajudam a proteger a flora vaginal:

  • Prefira calcinhas de algodão e evite roupas apertadas

  • Troque roupas molhadas rapidamente após piscina ou exercícios

  • Higienize a região com água morna, evitando sabonetes com fragrância

  • Use preservativo nas relações sexuais

  • Mantenha copos menstruais, aplicadores ou outros itens reutilizáveis sempre limpos

  • Ao observar sintomas como vômito após comer ou desconfortos digestivos frequentes, procure orientação médica, pois o equilíbrio intestinal também afeta a saúde íntima

Manter bons hábitos de higiene, alimentação equilibrada e acompanhamento ginecológico são pilares para prevenir essas infecções e garantir o bem-estar íntimo da mulher.

Como os probióticos podem ajudar a melhorar a saúde óssea e prevenir a osteoporose?

No Brasil, aproximadamente 10 milhões de pessoas vivem com osteoporose, que causa cerca de 200 mil mortes anuais no país. A condição vai deteriorando a saúde óssea de forma silenciosa no início, o que pode explicar o fato de apenas 20% das pessoas afetadas terem conhecimento da doença. Nesse cenário, os probióticos podem ser um importante aliado na prevenção e tratamento, pois contribuem para a regulação do metabolismo ósseo, promovendo o crescimento, a mineralização e a melhora da estrutura óssea. Então, continue a leitura para saber:

  • O que é saúde óssea e a osteoporose?
  • Qual a relação entre a saúde óssea e a saúde digestiva?
  • Como o intestino pode influenciar na saúde óssea?
  • Como os probióticos podem melhorar a saúde óssea e prevenir a osteoporose?

O que é a saúde óssea e a osteoporose?

A saúde óssea refere-se ao estado geral e à qualidade dos ossos no corpo. O sistema esquelético desempenha um papel vital no suporte estrutural, na mobilidade e na proteção de órgãos vitais. A saúde óssea é influenciada por vários fatores, tais como:

  • Ingestão adequada de nutrientes essenciais para a saúde óssea, como o cálcio;
  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Exposição adequada ao sol para a síntese de vitamina D pelo organismo, necessária para a absorção eficiente do cálcio;
  • Outros elementos que impactam o metabolismo ósseo, como alguns distúrbios endócrinos e certos medicamentos.

Já a osteoporose é uma condição médica caracterizada pela perda de densidade mineral óssea causada pela deterioração do tecido ósseo. Isso resulta em ossos frágeis e mais suscetíveis a fraturas. A doença é, frequentemente, referida como uma “doença silenciosa”, pois não apresenta sintomas evidentes nos estágios iniciais. Muitas vezes, a condição é diagnosticada apenas quando ocorre uma fratura, especialmente nas vértebras, quadris ou punhos.

Os ossos são constantemente remodelados por meio de um processo chamado remodelação óssea, que envolve a formação de novo osso e a reabsorção do osso antigo. Em condições normais, há um equilíbrio entre esses processos. Na osteoporose, no entanto, ocorre um desequilíbrio, resultando em uma diminuição da densidade mineral óssea.

Existem vários fatores que aumentam o risco do desenvolvimento da osteoporose, conheça alguns:

  • Idade – ter mais de 50 anos;
  • Menopausa – o estrogênio, um hormônio feminino também presente nos homens em menor quantidade, ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea. Como os níveis desse hormônio caem bruscamente com a menopausa, as mulheres são mais afetadas pela osteoporose;
  • Histórico familiar – ter parentes biológicos com a doença;
  • Magreza – pessoas com composição corporal naturalmente mais magra têm menos massa óssea geralmente;
  • Distúrbios endócrinos – como doenças da tireoide e diabetes;
  • Doenças autoimunes – algumas doenças autoimunes, como artrite reumatoide e espondilite anquilosante, podem impactar a saúde óssea;
  • Alguns medicamentos – o uso contínuo de certos medicamentos, como diuréticos, corticosteroides, medicamentos para convulsões, terapia hormonal para câncer e anticoagulantes, pode aumentar o risco de osteoporose;
  • Cálcio e vitamina D – baixos níveis dessas substâncias no organismo prejudicam a saúde óssea;
  • Tabaco – fumar ou consumir produtos derivados de tabaco pode comprometer a densidade óssea;
  • Bebidas alcoólicas – o consumo regular de mais de dois drinques por dia pode ter efeitos negativos nos ossos;
  • Exercícios – a falta de atividade física regular contribui para a perda de massa óssea.

A prevenção e o tratamento da osteoporose envolvem estratégias como suplementação de cálcio e vitamina D, a prática regular de exercícios de resistência, a moderação no consumo de álcool e evitar o tabagismo.

Qual a relação entre a saúde óssea e a saúde digestiva?

A saúde digestiva também influi na saúde óssea, pois problemas na absorção de alguns nutrientes podem prejudicar a formação e manutenção dos ossos. Isso ocorre porque o sistema digestivo desempenha um papel crucial na absorção de minerais como cálcio, fósforo, magnésio, vitamina D e vitamina K, que são fundamentais para a saúde óssea.

Então, é importante investigar a existência de problemas digestivos para garantir uma absorção adequada dos nutrientes necessários para a saúde óssea. Uma dieta equilibrada, rica em cálcio e outros nutrientes essenciais, juntamente com a manutenção de uma barreira intestinal saudável, pode beneficiar tanto a saúde digestiva quanto a saúde óssea.

Consulte um médico para avaliar a saúde óssea e a saúde intestinal e ter orientação específica para o seu caso!

Como o intestino pode influenciar na saúde óssea?

  • Absorção de cálcio e outros minerais – a maior parte da absorção de cálcio ocorre no intestino delgado. Fatores como a acidez estomacal adequada e níveis apropriados de vitamina D são fundamentais para facilitar a absorção dessa substância. Outros minerais absorvidos pelo trato gastrointestinal, como magnésio, fósforo e zinco, também são primordiais para a saúde óssea.
  • Regulação hormonal – como o sistema digestivo e o sistema endócrino estão interconectados, desequilíbrios hormonais associados a distúrbios digestivos podem impactar a saúde óssea.
  • Microbiota intestinal – composta por trilhões de micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal, a microbiota intestinal desempenha um papel vital na saúde digestiva. Inclusive, alguns estudos sugerem que certas bactérias intestinais podem influenciar positivamente a absorção de minerais, incluindo cálcio e magnésio.
  • Problemas gastrointestinais – a absorção eficaz de cálcio e outros minerais ocorre, principalmente, no trato gastrointestinal. Problemas digestivos, como a má absorção intestinal causada por determinadas condições, a exemplo de doença celíaca, intolerância à lactose ou obstrução intestinal, podem prejudicar a capacidade do corpo de absorver nutrientes necessários para a saúde óssea. Além disso, a inflamação crônica causada por certos distúrbios gastrointestinais pode afetar negativamente a saúde óssea, levando à perda de densidade mineral óssea.
  • Medicamentos – alguns remédios usados para tratar distúrbios gastrointestinais, como corticosteroides, podem afetar a absorção de nutrientes essenciais para a saúde óssea.

Como os probióticos podem melhorar a saúde óssea e prevenir a osteoporose?

Alguns estudos sugerem que os probióticos podem ter efeitos benéficos na saúde óssea e na prevenção da osteoporose, pois influenciam positivamente os seguintes aspectos:

  • Melhora na absorção de minerais;
  • Regulação do sistema imunológico;
  • Redução da inflamação crônica no corpo;
  • Prevenção da perda óssea relacionada à idade.

Os probióticos podem ser obtidos em quantidades menos concentradas a partir de alimentos e bebidas fermentadas, tais como:

  • Iogurte e kefir;
  • Queijo tipo cottage;
  • Sopa de missô;
  • Kombuchá;
  • Chucrute ou kimchi.

Além disso, podem ser encontrados em concentração maior na forma de suplementos. Nesse caso, é aconselhável procurar orientação médica para saber qual é mais indicado para o seu caso e como consumir.

Como os probióticos podem ajudar a melhorar a saúde óssea e prevenir a osteoporose?

No Brasil, aproximadamente 10 milhões de pessoas vivem com osteoporose, que causa cerca de 200 mil mortes anuais no país. A condição vai deteriorando a saúde óssea de forma silenciosa no início, o que pode explicar o fato de apenas 20% das pessoas afetadas terem conhecimento da doença. Nesse cenário, os probióticos podem ser um importante aliado na prevenção e tratamento, pois contribuem para a regulação do metabolismo ósseo, promovendo o crescimento, a mineralização e a melhora da estrutura óssea. Então, continue a leitura para saber:

  • O que é saúde óssea e a osteoporose?
  • Qual a relação entre a saúde óssea e a saúde digestiva?
  • Como o intestino pode influenciar na saúde óssea?
  • Como os probióticos podem melhorar a saúde óssea e prevenir a osteoporose?

O que é a saúde óssea e a osteoporose?

A saúde óssea refere-se ao estado geral e à qualidade dos ossos no corpo. O sistema esquelético desempenha um papel vital no suporte estrutural, na mobilidade e na proteção de órgãos vitais. A saúde óssea é influenciada por vários fatores, tais como:

  • Ingestão adequada de nutrientes essenciais para a saúde óssea, como o cálcio;
  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Exposição adequada ao sol para a síntese de vitamina D pelo organismo, necessária para a absorção eficiente do cálcio;
  • Outros elementos que impactam o metabolismo ósseo, como alguns distúrbios endócrinos e certos medicamentos.

Já a osteoporose é uma condição médica caracterizada pela perda de densidade mineral óssea causada pela deterioração do tecido ósseo. Isso resulta em ossos frágeis e mais suscetíveis a fraturas. A doença é frequentemente referida como uma “doença silenciosa”, pois não apresenta sintomas evidentes nos estágios iniciais. Muitas vezes, a condição é diagnosticada apenas quando ocorre uma fratura, especialmente nas vértebras, quadris ou punhos.

Os ossos são constantemente remodelados por meio de um processo chamado remodelação óssea, que envolve a formação de novo osso e a reabsorção do osso antigo. Em condições normais, há um equilíbrio entre esses processos. Na osteoporose, no entanto, ocorre um desequilíbrio, resultando em uma diminuição da densidade mineral óssea.

Qual a relação entre a saúde óssea e a saúde digestiva?

A saúde digestiva também influi na saúde óssea, pois problemas na absorção de alguns nutrientes podem prejudicar a formação e manutenção dos ossos. Isso porque o sistema digestivo desempenha um papel crucial na absorção de minerais como cálcio, fósforo, magnésio, vitamina D e vitamina K, que são fundamentais para a saúde óssea.

Então, é importante investigar a existência de problemas digestivos para garantir uma absorção adequada dos nutrientes necessários para a saúde óssea. Algumas condições gastrointestinais, como a obstrução intestinal, podem comprometer a absorção de minerais essenciais, impactando diretamente a densidade óssea.

Uma dieta equilibrada, rica em cálcio e outros nutrientes essenciais, juntamente com a manutenção de uma microbiota intestinal saudável, pode beneficiar tanto a saúde digestiva quanto a saúde óssea.

Como o intestino pode influenciar na saúde óssea?

  • Absorção de cálcio e outros minerais – a maior parte da absorção de cálcio ocorre no intestino delgado. Fatores como a acidez estomacal adequada e níveis apropriados de vitamina D são fundamentais para facilitar a absorção dessa substância. Outros minerais absorvidos pelo trato gastrointestinal, como magnésio, fósforo e zinco, também são primordiais para a saúde óssea.

  • Regulação hormonal – como o sistema digestivo e o sistema endócrino estão interconectados, desequilíbrios hormonais associados a distúrbios digestivos podem impactar a saúde óssea.

  • Microbiota intestinal – composta por trilhões de micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal, a microbiota intestinal desempenha um papel vital na saúde digestiva. Inclusive, alguns estudos sugerem que certas bactérias intestinais podem influenciar positivamente a absorção de minerais, incluindo cálcio e magnésio.

  • Problemas gastrointestinais – a absorção eficaz de cálcio e outros minerais ocorre, principalmente, no trato gastrointestinal. Problemas digestivos, como a má absorção intestinal causada por determinadas condições, a exemplo de doença celíaca, intolerância à lactose ou distúrbios inflamatórios intestinais, podem prejudicar a capacidade do corpo de absorver nutrientes necessários para a saúde óssea. Além disso, a inflamação crônica causada por certos distúrbios gastrointestinais pode afetar negativamente a saúde óssea, levando à perda de densidade mineral óssea.

  • Medicamentos – alguns usados para tratar distúrbios gastrointestinais, como corticosteroides, podem afetar a absorção de nutrientes essenciais para a saúde óssea.

Como os probióticos podem melhorar a saúde óssea e prevenir a osteoporose?

Alguns estudos sugerem que os probióticos para hipertensão e outros distúrbios metabólicos podem ter efeitos benéficos na saúde óssea e na prevenção da osteoporose, pois influenciam positivamente os seguintes aspectos:

  • Melhora na absorção de minerais – os probióticos ajudam a equilibrar a microbiota intestinal, favorecendo a absorção de cálcio e magnésio, essenciais para a formação e manutenção dos ossos.
  • Regulação do sistema imunológico – uma microbiota saudável contribui para o equilíbrio do sistema imunológico, reduzindo a inflamação que pode prejudicar a remodelação óssea.
  • Redução da inflamação crônica no corpo – a inflamação é um fator que pode acelerar a perda óssea, e os probióticos ajudam a manter uma resposta inflamatória equilibrada.
  • Prevenção da perda óssea relacionada à idade – estudos indicam que os probióticos podem ajudar a manter a densidade óssea em idosos, reduzindo o risco de fraturas.

Os probióticos podem ser obtidos em quantidades menos concentradas a partir de alimentos e bebidas fermentadas, tais como:

  • Iogurte e kefir;
  • Queijo tipo cottage;
  • Sopa de missô;
  • Kombuchá;
  • Chucrute ou kimchi.

Além disso, podem ser encontrados em concentração maior na forma de suplementos. Nesse caso, é aconselhável procurar orientação médica para saber qual é mais indicado para o seu caso e como consumi-lo corretamente.

Manter uma boa saúde óssea envolve diversos fatores, desde a alimentação até a prática de exercícios físicos regulares. A introdução de probióticos na rotina pode ser um diferencial para otimizar a absorção de nutrientes e fortalecer os ossos, prevenindo a osteoporose e melhorando a qualidade de vida.

Como os probióticos podem melhorar a saúde bucal, prevenindo cáries e gengivites?

Cerca de metade da população mundial sofre com problemas bucais, sendo a cárie e a gengivite os mais prevalentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essas doenças, que podem ser resultado da falta de cuidados e/ou do acesso à assistência odontológica, podem progredir e resultar na perda dos dentes. Mas é possível preveni-las, inclusive com a ajuda de probióticos, que são micro-organismos benéficos à saúde. Continue a leitura para saber mais sobre saúde bucal:

  • Como identificar problemas de saúde bucal?
  • Quais as doenças mais comuns que afetam a saúde bucal?
  • Como tratar doenças bucais como a cárie e a gengivite?
  • Quais os efeitos dos probióticos para a saúde bucal?
  • Como manter a saúde bucal?

Como identificar problemas de saúde bucal?

Muitas pessoas só se preocupam com problemas de saúde bucal quando sentem dor. Entretanto, existem outros sinais de alerta a serem considerados, que são indicativos de que é aconselhável procurar um dentista. Entre os principais estão:

  • Sangramento na gengiva;
  • Inchaço;
  • Feridas na gengiva e mucosa;
  • Bolhas;
  • Mau hálito;
  • Mudança na textura da língua;
  • Boca seca;
  • Manchas.

Alguns sinais e sintomas podem ser passageiros, causados por erros na escovação, como pressionar demais a escova contra a gengiva, causando machucados, ou tomar algo muito quente, que resulte em bolhas na mucosa da boca.

No entanto, também podem ser um problema sério, especialmente quando o sintoma é persistente. Portanto, na dúvida, a recomendação é procurar pelo dentista, que vai diagnosticar e propor o tratamento adequado.

Quais as doenças mais comuns que afetam a saúde bucal?

De acordo com o Informe sobre a Situação Mundial de Saúde Bucal de 2022, publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade da população possui algum problema na região da boca, sendo a cárie o mais comum. Doenças periodontais, como a gengivite, a perda total ou parcial dos dentes (endentulismo), má oclusão e câncer também apresentam uma prevalência grande.

  • Cárie – a cárie é a deterioração do dente causada, principalmente, por higienização incorreta e alimentação com excesso de açúcar e corantes. O consumo exacerbado de carboidratos incita a proliferação de bactérias, aumentando a acidez do pH da boca. O processo resulta na desmineralização e dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais do esmalte do dente, o que pode culminar na destruição da coroa dentária, originando a doença.

  • Gengivite – é o estágio mais brando de doença periodontal. Consiste na inflamação da gengiva, causada pelo acúmulo de bactérias (placa ou biofilme) entre o tecido gengival e os dentes. Em alguns casos, também há sangramento.

  • Edentulismo – o nome é estranho, mas o problema não. Edentulismo é a perda parcial ou total dos dentes provocada, especialmente, pela falta de cuidados e/ou do acesso a tratamentos de saúde bucal. A prevalência é maior em pessoas com mais de 60 anos de idade.

  • Má oclusão – está relacionada com todo tipo de desvio dos dentes e maxilares. São deformações dentofaciais, hereditárias ou causadas, que alteram as funções normais da boca, como a mastigação. Também modifica a harmonia facial e pode afetar a respiração e causar dores.

  • Câncer de boca – consiste na presença de tumor maligno em partes da estrutura bucal, como gengiva, céu da boca, bochechas e lábios, sendo mais comum embaixo e nas bordas da língua. A estimativa da doença no Brasil, entre 2023 e 2025, gira em torno de 15 mil novos casos.

Como tratar doenças bucais como a cárie e a gengivite?

Os tratamentos da cárie e da gengivite são realizados pelo dentista no consultório. Costumam exigir algum tempo, dependendo da gravidade do caso. Incluem alguns procedimentos clínicos e, às vezes, o uso de medicamentos e produtos específicos.

  • Para remover a cárie – o profissional utiliza uma broca e, no espaço aberto, deposita materiais compatíveis aos dentes, como a resina e a porcelana. Nos casos mais graves, quando a polpa dentária está comprometida, é preciso removê-la. Esse processo é popularmente conhecido como tratamento de canal. Às vezes, ainda é inserido um pino para dar sustentação. Quando essa intervenção não resolve, o passo seguinte é a extração do dente.

  • O tratamento da gengivite – consiste na remoção da placa bacteriana que se forma entre a gengiva e o dente. Ela é uma massa endurecida que dificilmente sai com a escovação. Por isso, o dentista precisa fazer uma raspagem com o uso de anestesia local, quando necessário. Durante o procedimento, é possível haver sangramento e um pouco de inchaço, mas essas condições melhoram em poucos dias.

Quais os efeitos dos probióticos para a saúde bucal?

A boca concentra cerca de 700 tipos de micro-organismos, que são importantes para a digestão e absorção de nutrientes e para impedir que micro-organismos nocivos causem problemas na cavidade bucal e/ou sigam para o restante do corpo. Os probióticos fortalecem esse processo.

  • Combate aos micro-organismos que podem causar problemas – ao impedir a proliferação das bactérias ruins, os probióticos ajudam a evitar a formação da placa bacteriana, o que contribui para a prevenção de doenças periodontais.

  • Manutenção do equilíbrio do pH na boca – por combater os agentes nocivos, os probióticos ajudam a manter o pH da saliva equilibrado. Isso é fundamental para a higienização natural da boca e redução da acidez capaz de corroer o esmalte dos dentes, prevenindo cáries e outros problemas, como a sensibilidade dental.

  • Fortalecimento do sistema imunológico – os probióticos ajudam no bom funcionamento do sistema imunológico, estimulando a produção das células responsáveis por combater as infecções bucais. Isso contribui para a cicatrização de machucados na cavidade bucal e, por consequência, diminui a dor e a inflamação.

Como manter a saúde bucal?

Além dos cuidados diários, manter uma alimentação equilibrada pode ajudar a prevenir problemas. Algumas condições gastrointestinais, como a síndrome de ruminação e a obstrução intestinal, podem afetar a saúde bucal ao causar refluxo ou vômito frequente, que desgastam o esmalte dos dentes.

Dessa forma, adotar hábitos saudáveis, realizar consultas periódicas com o dentista e consumir probióticos pode ser uma estratégia eficaz para manter a boca saudável e prevenir complicações.

Como os probióticos podem auxiliar na digestão da lactose?

Cerca de 70% da população mundial apresenta problemas na absorção da lactose, e parte desenvolve a intolerância, caracterizada por sintomas como diarreia, inchaço, gases e outros incômodos intestinais. Os probióticos, micro-organismos vivos que, em dosagem adequada, ajudam a regular a microbiota intestinal e fortalecer a imunidade, também são eficientes para digerir a lactose, o açúcar do leite. Isso acontece porque produzem a enzima responsável por metabolizar a substância.

Para entender melhor o assunto, veja a seguir:

  • O que é a lactose?
  • O que é intolerância à lactose e quais são os sinais e sintomas?
  • Como a intolerância à lactose pode afetar a saúde digestiva e a absorção de nutrientes?
  • Como é feito o diagnóstico e o tratamento da intolerância à lactose?
  • Como os probióticos podem ajudar na digestão da lactose?
  • Quais são os tipos e as fontes de probióticos mais indicados para as pessoas com intolerância à lactose?

O que é lactose?

A lactose é um dos componentes do leite. Branca e inodora, é formada por dois tipos de açúcar: glicose e galactose. Ela se origina na glândula mamária durante o período de lactação e, portanto, apenas mamíferos conseguem produzi-la. No entanto, também pode ser fabricada artificialmente para uso na indústria alimentícia e farmacêutica.

O que é intolerância à lactose e quais são os sinais e sintomas?

A intolerância à lactose ocorre quando há redução da atividade da enzima lactase, responsável por metabolizar a lactose. Isso faz com que o açúcar permaneça no intestino e cause desconforto.

Os sintomas costumam surgir 30 minutos após o consumo de leite ou derivados. Os mais comuns são:

  • Diarreia
  • Inchaço abdominal
  • Gases
  • Náuseas (podendo ser acompanhadas de vômito)
  • Dores estomacais

Além disso, algumas pessoas relatam sintomas prolongados, como dores de cabeça, fadiga e dificuldades de concentração.

Como a intolerância à lactose pode afetar a saúde digestiva e a absorção de nutrientes?

Quando a lactose não é metabolizada corretamente, pode fermentar no intestino e provocar inflamação. Isso pode reduzir a absorção de nutrientes essenciais, como:

  • Cálcio
  • Magnésio
  • Zinco

Além disso, a síndrome de ruminação pode estar associada a distúrbios digestivos em pessoas com intolerância à lactose, agravando o desconforto intestinal.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da intolerância à lactose?

O diagnóstico é feito com base nos sintomas e pode incluir exames, como:

  • Teste de tolerância à lactose – Mede o nível de glicose no sangue após ingestão de lactose.
  • Teste respiratório do hidrogênio – Verifica a quantidade de hidrogênio no hálito.
  • Gastroscopia – Em casos graves, pode ser feito um exame invasivo para análise do intestino delgado.

O tratamento envolve:

  • Redução do consumo de laticínios
  • Substituição por produtos sem lactose
  • Uso de medicamentos com lactase
  • Ingestão de probióticos para hipertensão, que também auxiliam no equilíbrio da microbiota intestinal e podem ter impacto positivo na digestão da lactose.

Como os probióticos podem ajudar na digestão da lactose?

Os probióticos são micro-organismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, auxiliam na digestão da lactose. Isso ocorre porque produzem a enzima lactase, facilitando a metabolização do açúcar do leite.

Além disso, os probióticos:

  • Ajudam a reduzir gases e inchaço
  • Combatem bactérias nocivas que fermentam a lactose no intestino
  • Favorecem a absorção de cálcio e outros minerais

A barreira intestinal desempenha um papel fundamental nesse processo, pois os probióticos contribuem para a integridade dessa barreira, reduzindo inflamações e melhorando a absorção de nutrientes.

Quais são os tipos e as fontes de probióticos mais indicados para as pessoas com intolerância à lactose?

Entre os principais probióticos que ajudam na digestão da lactose estão:

Lactobacillus

  • Fermenta carboidratos no intestino, tornando o ambiente mais ácido.
  • Auxilia na absorção de cálcio, ferro e magnésio.

Bifidobacterium

  • Mantém o equilíbrio do pH intestinal.
  • Evita a proliferação de bactérias prejudiciais e favorece a digestão de nutrientes.

Além dos suplementos, os probióticos podem ser encontrados em alimentos como:

  • Iogurte
  • Kefir
  • Queijos não pasteurizados
  • Missô (sopa à base de soja)
  • Conservas fermentadas (repolho, rabanete)
  • Kombuchá (chá fermentado)

Os probióticos são aliados no tratamento da intolerância à lactose, mas é essencial buscar orientação profissional antes de iniciar o consumo de suplementos. O acompanhamento de um médico ou nutricionista pode garantir a escolha do probiótico ideal e a dosagem adequada para cada caso.

Como probióticos podem beneficiar a saúde respiratória

Os probióticos vão além da saúde intestinal e podem ajudar a fortalecer a imunidade e prevenir doenças respiratórias

Embora a maioria das pessoas associe probióticos com a saúde intestinal, eles desempenham um papel muito mais amplo em todo o corpo. As bactérias do bem têm sido consideradas uma abordagem promissora na prevenção de doenças respiratórias, como asma, gripe e covid-19. Muito comuns, essas condições trazem incômodos como tosse, espirros, nariz congestionado, dor de garganta, coriza e falta de ar. Além disso, podem evoluir para quadros mais sérios, como pneumonias, sendo responsáveis por um expressivo número de internações e até levando a óbitos.

Continue a leitura para saber:

  • O que são probióticos?
  • Quais os benefícios dos probióticos para o desenvolvimento do sistema imunológico?
  • Como os probióticos podem melhorar a saúde respiratória?
  • Quais são as precauções necessárias para o consumo de probióticos?

O que são probióticos?

Antes de saber mais sobre os benefícios dos probióticos para a saúde respiratória, é importante entender do que eles se tratam. Probióticos são uma variedade de micro-organismos vivos, principalmente bactérias, que oferecem benefícios à saúde. Eles podem ser encontrados em alimentos fermentados, como iogurtes, e em forma de suplementos.

A principal função dos probióticos é auxiliar no equilíbrio da microbiota – o conjunto de micro-organismos de diferentes espécies que vivem no corpo humano, em maior quantidade no intestino. A microbiota exerce muitos papéis importantes na promoção do bom funcionamento do organismo, como a regulação do metabolismo e do sistema imunológico.

Essa comunidade é composta tanto por bactérias benéficas quanto nocivas, que, em uma pessoa saudável, convivem sem problemas. Mas, se houver uma perturbação nesse equilíbrio – provocada por fatores como doenças infecciosas, certas dietas ou uso prolongado de antibióticos –, a pessoa pode se tornar mais suscetível a doenças, incluindo doenças inflamatórias intestinais, alergias, asma e diabetes.

Além disso, algumas condições gastrointestinais, como a síndrome de ruminação, podem impactar a digestão e o bem-estar geral.

Ao serem consumidos, os probióticos se estabelecem no intestino e influenciam a composição da microbiota, aumentando a prevalência de bactérias benéficas e diminuindo a de bactérias prejudiciais. Dessa forma, eles têm se mostrado promissores para o tratamento e a prevenção de uma variedade de condições médicas, incluindo a barreira intestinal, que desempenha um papel fundamental na defesa contra patógenos e na regulação do sistema imunológico.

Quais os benefícios dos probióticos para o desenvolvimento do sistema imunológico?

benefícios dos probioticos para saúde respiratória

Os probióticos são bem conhecidos por auxiliar no fortalecimento do sistema imunológico – o mecanismo de defesa do corpo contra invasores que podem causar doenças. Para entender o que está por trás desse efeito, é importante notar que aproximadamente 70% das nossas células de defesa estão localizadas na parede intestinal. Os micro-organismos que habitam o trato digestivo ajudam a estimular a atividade dessas células imunes, ou seja, contribuem para o seu desenvolvimento e bom funcionamento.

Por outro lado, eventuais desequilíbrios na microbiota intestinal prejudicam o sistema imunológico e desencadeiam inflamação no organismo, o que está associado ao surgimento de diversas doenças.

Os probióticos ajudam a manter ou restabelecer a harmonia das bactérias do intestino, reforçando a imunidade e neutralizando a inflamação. Dessa forma, eles podem ter um papel protetor contra doenças, incluindo as respiratórias.

Como os probióticos podem melhorar a saúde respiratória?

O equilíbrio das bactérias intestinais tem um papel fundamental nas respostas imunes até mesmo de órgãos distantes, incluindo o pulmão. Portanto, cuidar da saúde intestinal pode ter benefícios significativos para a saúde respiratória.

Um número crescente de pesquisas reforça o papel dos probióticos na prevenção de problemas respiratórios, como gripe, resfriado, asma, alergias e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Em um desses estudos, publicado no periódico da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas, os pesquisadores analisaram o efeito do consumo de probióticos nas infecções do trato respiratório, sejam elas causadas por vírus ou bactérias. Eles apontaram que:

  • Pessoas que ingerem probióticos tendem a ter menos infecções respiratórias e, quando elas ocorrem, têm menor duração;
  • Evidências iniciais sugerem que os probióticos podem atuar como terapia adjuvante até mesmo para a covid-19;
  • Bactérias probióticas colaboram na melhoria da eficácia da vacina contra a gripe.

Além disso, há pesquisas que indicam a possível relação entre o uso de probióticos e a regurgitação ou vômito após comer, sintomas que podem estar ligados ao equilíbrio da microbiota intestinal.

Quais são as precauções necessárias para o consumo de probióticos?

De forma geral, os probióticos são considerados seguros, mas é sempre recomendável conversar com um médico ou nutricionista antes de iniciar um novo suplemento, sobretudo se você já tiver alguma condição de saúde prévia. O profissional de saúde pode ajudar a determinar o tipo e a dose adequados conforme suas necessidades individuais.

Tenha em mente que cada cepa probiótica tem propriedades únicas e pode afetar diferentes aspectos da saúde. Por isso, é essencial escolher um probiótico que tenha sido estudado e demonstrado ser eficaz para a condição específica que você deseja melhorar.

Além disso, a resposta aos probióticos pode variar de pessoa para pessoa. O que funciona para uma pode não funcionar para outra, então é importante monitorar os efeitos e ajustar conforme necessário.

Por fim, esteja ciente de que, embora os probióticos ofereçam uma abordagem promissora para melhorar problemas respiratórios, eles não substituem o tratamento médico adequado. Os suplementos devem ser considerados como parte de uma estratégia mais ampla para a saúde respiratória, que inclui:

  • Uma alimentação equilibrada
  • Exercícios regulares
  • Acompanhamento médico quando necessário

Com esses cuidados, o uso de probióticos pode ser um grande aliado na manutenção da saúde respiratória e na promoção do bem-estar geral.

Os probióticos podem ajudar na prevenção e controle da hipertensão?

No Brasil, cerca de 32% da população tem hipertensão, que é a elevação da pressão sanguínea nas artérias, o que pode causar sérios riscos à saúde se não for controlada. Estudos indicam que algumas cepas de probióticos podem ter efeitos anti-hipertensivos e contribuir para o tratamento de quem sofre com a condição. Continue a leitura para saber:

O que é hipertensão?

A hipertensão é uma condição médica em que a pressão sanguínea nas artérias está persistentemente elevada. A pressão é a força do sangue contra as paredes das artérias, e ela é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e expressa por dois números: a pressão sistólica sobre a diastólica.

  • Pressão sistólica – é a pressão do sangue quando o coração bate e bombeia o sangue para o corpo.
  • Pressão diastólica – é a pressão do sangue quando o coração se relaxa entre as batidas.

Os valores normais da pressão arterial são geralmente considerados como 120/80 mmHg. Números superiores a 130/80 mmHg podem ser considerados como hipertensão.

O que pode causar hipertensão?

A hipertensão arterial pode ser causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, que podem estar associados a:

  • Genética – se membros da família têm histórico de hipertensão, as demais pessoas do grupo familiar podem ter uma chance maior de desenvolvê-la.
  • Idade – a pressão arterial tende a aumentar com a idade devido ao enrijecimento das artérias ao longo do tempo.
  • Estilo de vida – hábitos de vida pouco saudáveis como uma dieta rica em sal, baixa ingestão de potássio, excesso de peso, falta de atividade física, consumo excessivo de álcool e tabagismo.
  • Estresse – situações estressantes podem temporariamente elevar a pressão arterial e contribuir para o agravamento da condição em pessoas predispostas.
  • Condições crônicas – algumas doenças, como doença renal, podem impactar diretamente a pressão arterial.
  • Uso de certos medicamentos – remédios como contraceptivos orais, descongestionantes e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem influenciar a pressão arterial.

Quais são os riscos trazidos pela hipertensão?

Se não for controlada adequadamente, a hipertensão pode aumentar o risco de vários problemas de saúde, tais como:

  • Doenças cardíacas;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Doença renal crônica;
  • Problemas na visão;
  • Aneurisma;
  • Problemas vasculares;
  • Complicações na gravidez.

Além disso, algumas doenças intestinais, como a doença de Hirschsprung, podem ter relação com a saúde digestiva e a microbiota intestinal.

O que são probióticos?

Os probióticos são micro-organismos vivos que promovem benefícios à saúde quando consumidos em quantidades adequadas. Esses micro-organismos do bem são conhecidos por promoverem o equilíbrio da flora intestinal, que desempenha um papel crucial na manutenção de um sistema digestivo saudável. Outras vantagens incluem:

  • Contribuem para manter um ambiente intestinal saudável, o que pode ser benéfico para a digestão;
  • Fortalecem o sistema imunológico, ajudando o corpo a defender-se contra infecções;
  • Auxiliam na redução de problemas intestinais, como a pseudo-obstrução intestinal, a constipação e a diarreia;
  • Algumas cepas de probióticos têm a capacidade de produzir vitaminas e outros nutrientes benéficos;
  • Ajudam a modular a resposta inflamatória no corpo.

De que forma alguns probióticos poderiam ajudar a prevenir ou reduzir a hipertensão?

Um estudo científico recente, publicado em outubro de 2023, sugere que os probióticos podem ter efeitos anti-hipertensivos, mas os cientistas ainda não compreendem completamente por que a saúde da microbiota intestinal pode interferir na pressão arterial. Durante a pesquisa, foram descobertas duas cepas de bactérias que mostraram potencial no tratamento contra a hipertensão: Bifidobacterium lactis M8 e Lactobacillus rhamnosus M9.

Esses probióticos foram testados em camundongos hipertensos, e os pesquisadores monitoraram como esses micro-organismos alteraram a composição microbiana no intestino dos animais. No estudo, foi identificado que:

  • As cepas B. lactis M8 e L. rhamnosus M9 tiveram um efeito anti-hipertensivo, inclusive quando consumidas em alimentos probióticos.
  • A pressão arterial dos camundongos hipertensos que receberam qualquer um dos dois probióticos teve uma redução significativa em relação aos que não receberam.

A identificação de que esses dois probióticos diminuem a pressão arterial em camundongos com hipertensão sugere que eles podem ter um efeito semelhante em pessoas, abrindo caminho para o estudo de terapias alternativas para a condição.

Como prevenir a hipertensão?

Prevenir a hipertensão envolve a adoção de um estilo de vida saudável e a implementação de práticas que ajudem a manter a pressão arterial em níveis normais. Veja nove dicas para prevenir a hipertensão:

  • Dieta – mantenha uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes, aves magras, nozes e sementes.
  • Redução do sal – diminua a ingestão de sódio na alimentação diária.
  • Evitar alimentos processados – limite o consumo de fast food e produtos ricos em gorduras saturadas e trans.
  • Exercícios físicos – pratique atividades regularmente, como caminhada, corrida, natação ou musculação.
  • Álcool – consuma bebidas alcoólicas com moderação.
  • Tabaco – pare de fumar e evite o tabagismo passivo.
  • Gerenciamento do estresse – adote técnicas como meditação, yoga ou exercícios de relaxamento.
  • Exames de saúde – monitore regularmente a pressão arterial e siga as orientações médicas.
  • Consumo de probióticos – inclua alimentos ricos em probióticos na dieta, como iogurte e kefir, ou utilize suplementos com orientação médica.

Adotar essas práticas pode ser essencial para a prevenção e o controle da hipertensão, promovendo uma vida mais saudável.

Como os probióticos podem fortalecer a barreira intestinal e prevenir problemas na permeabilidade dela?

Cada vez mais populares entre os suplementos, os probióticos desempenham um papel crucial no fortalecimento da barreira intestinal, promovendo equilíbrio na microbiota do intestino, também chamada de flora intestinal. Essa ação protetora pode prevenir a síndrome do intestino permeável, fortalecendo as defesas naturais do organismo e contribuindo para a saúde gastrointestinal. Além disso, pesquisas indicam que distúrbios intestinais, como a doença de Hirschsprung, podem impactar a barreira intestinal, exigindo cuidados específicos. Então, continue a leitura para saber:

O que é a barreira intestinal e qual a função dela?

A barreira intestinal é um sistema de defesa localizado no revestimento do trato gastrointestinal. Sua principal função é regular seletivamente a passagem de substâncias, permitindo a absorção de nutrientes essenciais enquanto impede a entrada de agentes patogênicos, toxinas e partículas não desejadas no organismo.

Essa barreira é composta por células epiteliais, muco e o sistema imunológico associado ao intestino (GALT), que trabalham em conjunto para manter o equilíbrio entre a absorção e a proteção contra invasores prejudiciais. Entre as funções da barreira intestinal estão:

  • Facilitar a absorção de nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e nutrientes energéticos, contribuindo para o funcionamento saudável do organismo;
  • Atuar como uma linha de defesa contra bactérias, vírus, fungos e toxinas, impedindo sua entrada no corpo e prevenindo infecções e danos;
  • Regular as respostas imunológicas, reconhecendo e combatendo agentes invasores, enquanto tolera a presença de substâncias inofensivas;
  • Evitar o contato direto entre as células epiteliais e agentes irritantes, além de proporcionar um ambiente propício para a ação das bactérias benéficas;
  • Participar na modulação da resposta inflamatória, ajudando a prevenir inflamações excessivas.

Como a barreira intestinal pode ser danificada?

A barreira intestinal pode ser danificada por diversos fatores, comprometendo sua função protetora. Alguns desses elementos incluem:

  • Dieta inadequada – consumo excessivo de alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e pobres em fibras;
  • Uso prolongado de antibióticos – os medicamentos podem alterar o equilíbrio da flora intestinal, reduzindo as bactérias benéficas e favorecendo o crescimento de cepas prejudiciais;
  • Estresse crônico – o estresse prolongado pode influenciar negativamente a saúde intestinal, afetando a produção de muco e aumentando a permeabilidade da barreira;
  • Infecções intestinais – problemas causados por bactérias, vírus ou parasitas podem danificar as células epiteliais e comprometer a integridade da barreira;
  • Inflamação crônica – condições como doença inflamatória intestinal (DII) podem causar inflamação persistente, danificando a barreira intestinal ao longo do tempo;
  • Consumo excessivo de álcool – o álcool em excesso pode irritar a mucosa intestinal, aumentando a permeabilidade da barreira;
  • Alterações na microbiota intestinal – desequilíbrios na composição da flora bacteriana podem levar a condições em que bactérias prejudiciais proliferam, contribuindo para danos na barreira.

Além disso, algumas condições, como a síndrome de ruminação, podem afetar negativamente a função digestiva e, consequentemente, a integridade da barreira intestinal.

O que é a permeabilidade intestinal e quais as consequências para a saúde?

A permeabilidade intestinal é a capacidade da barreira intestinal de controlar a passagem seletiva de substâncias do interior do intestino para a corrente sanguínea. Quando ela é comprometida, ocorre a síndrome do intestino permeável ou aumento da permeabilidade intestinal. As consequências para a saúde incluem:

  • Inflamação sistêmica – substâncias não desejadas, como toxinas e fragmentos de bactérias, podem entrar na corrente sanguínea, desencadeando uma resposta inflamatória em todo o corpo;
  • Resposta imunológica exacerbada – resultando em alergias, sensibilidades alimentares e outras condições autoimunes;
  • Comprometimento da absorção de nutrientes – o funcionamento inadequado da barreira intestinal pode afetar a absorção eficiente de nutrientes, contribuindo para deficiências nutricionais;
  • Desenvolvimento de doenças autoimunes – a permeabilidade intestinal aumentada tem sido associada ao desenvolvimento de doenças autoimunes, onde o sistema imunológico ataca erroneamente as próprias células do corpo;
  • Distúrbios gastrointestinais – pode causar ou agravar condições como a síndrome do intestino irritável (SII) e a doença inflamatória intestinal (DII);
  • Alterações no equilíbrio da microbiota – o aumento da permeabilidade intestinal pode favorecer o crescimento de bactérias patogênicas, levando a desequilíbrios na flora intestinal;
  • Comprometimento da saúde mental – há evidências sugerindo que a permeabilidade intestinal pode influenciar a saúde mental, estando associada a condições como a depressão e a ansiedade;
  • Aumento do risco de doenças crônicas – a inflamação crônica resultante da permeabilidade intestinal aumentada está relacionada a um maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Além disso, problemas graves como a obstrução intestinal podem levar a complicações digestivas severas e impactar diretamente a integridade da barreira intestinal.

Como os probióticos podem ajudar a fortalecer a barreira intestinal?

Os probióticos são micro-organismos vivos benéficos, como bactérias e leveduras, que podem oferecer vários benefícios à saúde, incluindo:

  • Manter um equilíbrio saudável entre as bactérias benéficas e prejudiciais na flora intestinal, promovendo uma comunidade microbiana diversificada;
  • Produzir substâncias benéficas, como ácidos graxos de cadeia curta, que auxiliam na nutrição das células intestinais e na manutenção da integridade da barreira;
  • Estimular a produção de muco, uma substância protetora que reveste a parede intestinal, ajudando a prevenir a adesão de patógenos e substâncias nocivas;
  • Modular a resposta imunológica no intestino, promovendo uma reação equilibrada e reduzindo a inflamação que pode comprometer a barreira intestinal;
  • Prevenir a colonização de microrganismos prejudiciais, como bactérias patogênicas;
  • Produzir enzimas que auxiliam na quebra de alimentos e nutrientes, contribuindo para a absorção eficiente através da barreira intestinal;
  • Ajudar a modular as respostas inflamatórias, reduzindo o risco de inflamação crônica que pode comprometer a função da barreira intestinal.

 

O que é a pseudo-obstrução intestinal?

Dor no abdômen, constipação e aquela sensação de estar muito cheio após as refeições podem parecer sintomas comuns, que aparecem vez ou outra. Contudo, quando são frequentes, estes sinais podem evidenciar um quadro de pseudo-obstrução intestinal. Entenda mais sobre o tema:

O que é a pseudo-obstrução intestinal?

A pseudo-obstrução intestinal (POI) é uma condição rara em que os sintomas se assemelham a uma obstrução intestinal, mas não há bloqueio físico dos intestinos. Existem duas principais formas de POI:

  • Pseudo-obstrução intestinal crônica – essa forma dura por um longo período e pode afetar o intestino delgado, cólon ou outras partes do trato digestivo.
  • Pseudo-obstrução colônica aguda – ocorre repentinamente e tem curta duração, afetando principalmente o cólon. Também é conhecida como síndrome de Ogilvie.

Quais são as possíveis causas e fatores de risco da pseudo-obstrução intestinal?

  • Causas genéticas – a doença de Hirschsprung é uma condição genética que pode levar ao desenvolvimento de pseudo-obstrução intestinal. Saiba mais sobre os sintomas da doença de Hirschsprung.
  • Condições subjacentes – incluem doenças que afetam os músculos, tecido conjuntivo, nervos e o sistema endócrino.
  • Infecções e inflamações – como doença celíaca e doença de Crohn.
  • Medicações e tratamento de câncer – o uso de analgésicos opioides, quimioterapia e radioterapia podem causar pseudo-obstrução.

Quais são os sinais e sintomas da pseudo-obstrução intestinal?

  • Dor abdominal;
  • Inchaço;
  • Sensação de ficar muito cheio após as refeições;
  • Náuseas e vômitos (saiba mais sobre regurgitação e vômito após comer);
  • Constipação;
  • Diarreia;
  • Incapacidade de eliminar fezes ou gases.

Como é feito o diagnóstico da pseudo-obstrução intestinal?

O diagnóstico da pseudo-obstrução intestinal envolve:

  • Exame físico;
  • Exames de sangue;
  • Exames de imagem (como raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética);
  • Endoscopia;
  • Biópsias (se necessário).

O objetivo é descartar a presença de uma obstrução física e identificar problemas funcionais no trato digestivo.

Como é o tratamento da pseudo-obstrução intestinal?

O tratamento depende da forma da condição:

  • Pseudo-obstrução intestinal crônica:
    • Acompanhamento nutricional – mudanças na dieta para prevenir desnutrição e perda de peso.
    • Medicamentos – como procinéticos para estimular o movimento dos alimentos pelo trato digestivo.
    • Descompressão – remoção de gases e fluidos para aliviar a pressão.
    • Cirurgia – em casos graves, pode ser necessária a criação de uma abertura no intestino ou estômago para administração de nutrientes.
  • Pseudo-obstrução colônica aguda:
    • Jejum e hidratação intravenosa.
    • Descompressão – remoção de gases e fluidos do intestino.
    • Medicamentos – para aliviar os sintomas e estimular a motilidade intestinal.
    • Estimulação da mobilidade – como incentivar a caminhada.

Quais as possíveis complicações que a pseudo-obstrução intestinal pode causar?

Com o tempo, a pseudo-obstrução intestinal crônica pode levar a:

  • Desnutrição e perda de peso;
  • Aumento no número de bactérias no intestino delgado;
  • Insuficiência intestinal – quando o intestino não consegue absorver nutrientes e água adequadamente;
  • Perfuração do cólon – que pode levar à peritonite, uma infecção grave na cavidade abdominal.

Entender o papel do sistema nervoso e do intestino é essencial para o tratamento de condições como a pseudo-obstrução. Saiba mais sobre como a ansiedade pode desencadear problemas gastrointestinais.

Se você ou algum familiar for diagnosticado com pseudo-obstrução intestinal, é fundamental contar com o acompanhamento de uma equipe médica especializada e seguir as orientações para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.

 

Regurgitação e vômito após comer pode ser sinal da síndrome de ruminação

Regurgitar é um comportamento comum dos bebês, entretanto, quando ocorre em outras fases da vida, pode ser sinal de síndrome de ruminação. No transtorno, além de mastigar ou cuspir o alimento que retorna do estômago para boca, vomitar também é comum. Sem o controle dessas ações, a pessoa entra em sofrimento emocional.

Os distúrbios psiquiátricos, inclusive, costumam ser associados ao problema, que melhora com terapia e exercícios de respiração. Há poucos dados estatísticos sobre a síndrome, portanto é difícil saber quantas pessoas apresentam o diagnóstico. Para saber mais, confira:

  • O que é a síndrome de ruminação?
  • Quais as possíveis causas e fatores de risco da síndrome de ruminação?
  • Quais são os outros sinais e sintomas da síndrome de ruminação?
  • Como é feito o diagnóstico da síndrome de ruminação?
  • Como é o tratamento da síndrome de ruminação?
  • Qual o impacto da síndrome de ruminação na qualidade de vida?

O que é a síndrome de ruminação?

A síndrome de ruminação ou mericismo é um distúrbio caracterizado pela regurgitação e/ou vômito logo após a refeição. Em geral, até 30 minutos depois o alimento retorna do estômago para a boca, é mastigado novamente e ingerido. Os pedaços de comida também podem ser cuspidos.

Como não chega a entrar em contato com o ácido estomacal quando volta para a boca, o alimento permanece com o mesmo sabor. A ação ocorre após todas ou quase todas as refeições e sem que a pessoa tenha domínio da situação. Tudo acontece de forma espontânea.

A síndrome é mais comum entre crianças, mas pode afetar pessoas de todas as idades. Por isso, especialmente entre adolescentes, chega a ser confundida com bulimia. Mesmo não sendo considerado doença, o distúrbio é capaz de desencadear uma série de desconfortos e problemas de saúde.

Quais as possíveis causas e fatores de risco da síndrome de ruminação?

Ainda existem incertezas com relação às causas da síndrome de ruminação. Entre as possibilidades está uma sequência de eventos:

  • Falha do mecanismo de junção do esôfago com o estômago, o esfíncter esofágico, seguida do aumento na pressão abdominal causada pela expansão natural dos alimentos dentro do estômago.
  • Problemas emocionais, infecções ou doenças gastrointestinais envolvendo vômitos, também podem ser gatilho para o distúrbio. O corpo fica condicionado a “rejeitar” o alimento ou parte dele logo após as refeições.

Os bebês, pessoas com deficiências no desenvolvimento, depressão na infância, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos costumam ser mais suscetíveis à síndrome.

Quais são os outros sinais e sintomas da síndrome de ruminação?

Além da ruminação e do vômito existem outros sintomas e sinais de alerta para o transtorno alimentar, como:

  • Indigestão e dores de estômago;
  • Náusea;
  • Mau hálito e cáries;
  • Perda de peso;
  • Lábios rachados.

Apesar de comuns, os sinais e sintomas listados podem variar entre os pacientes com a síndrome. Em alguns casos, o vômito ou a ruminação acontecem imediatamente após a ingestão de uma pequena porção de alimentos no decorrer da refeição.

Outras pessoas conseguem ingerir uma quantidade maior até o início dos primeiros sintomas. Alguns sentem náusea e/ou dor durante a refeição, enquanto outros não relatam qualquer sensação diferente antes de vomitar ou regurgitar.

Como é feito o diagnóstico da síndrome de ruminação?

síndrome de ruminação

O diagnóstico da síndrome de ruminação envolve o histórico do paciente e o relato dos sintomas, que devem estar dentro dos seguintes parâmetros:

  • Regurgitação repetida ou vômito há mais de dois meses;
  • Comportamento inicia após as refeições;
  • Sintomas não ocorrem durante o sono;
  • Não há ânsia de vômito;
  • Os sintomas não passam com tratamento indicado para o refluxo gastroesofágico;
  • Não há indícios de inflamação, problemas anatômicos, metabólicos ou neoplásicos que expliquem os sintomas.

Além de verificar os sintomas característicos do distúrbio, alguns testes e exames podem ajudar na confirmação do diagnóstico, como:

  • Teste de manometria esofágica de alta resolução e medição de impedância para verificar a pressão no abdômen;
  • Endoscopia digestiva alta para detectar se há obstruções no esôfago, estômago ou parte de cima do intestino delgado;
  • Esvaziamento gástrico para verificar o tempo que o alimento demora para sair do estômago ou passar pelo intestino delgado e cólon.

Como é o tratamento da síndrome de ruminação?

O tratamento para a síndrome de ruminação envolve, principalmente, a terapia comportamental, com exercícios de respiração. Medicamentos podem ser prescritos em alguns casos por um gastroenterologista. A terapia comportamental ajuda a pessoa a identificar o momento da ruminação e ensina a prática da respiração diafragmática para diminuir a frequência dos episódios.

Passo a passo da respiração diafragmática:

  • Deite de costas na cama ou qualquer outra superfície plana. Os joelhos devem ficar dobrados;
  • Apoie uma das mãos na parte de cima do tórax e a outra embaixo da caixa torácica. Será importante para perceber a respiração;
  • Inspire bem devagar pelo nariz, sentindo o estômago se movimentar em direção à sua mão de baixo do tórax;
  • Contraia os músculos do estômago e expire pela boca com os lábios franzidos.

A recomendação é de que a pessoa pratique a respiração de 5 a 10 minutos, entre 3 e 4 vezes por dia. As crianças precisam de acompanhamento e orientação dos pais até que consigam realizar a prática sozinhas.

Alguns fármacos (medicamentos de prescrição) são capazes de proteger o revestimento do esôfago e estômago, reduzindo a náusea e a frequência da regurgitação. O uso deve ser feito de acordo com prescrição médica.

Qual o impacto da síndrome de ruminação na qualidade de vida?

A pessoa com a síndrome de ruminação pode ser impactada física e emocionalmente pelo distúrbio. São comuns problemas como:

  • Sensibilidade gastrointestinal capaz de gerar dor, distensão e pressão abdominal;
  • Desidratação;
  • Falha no processo de crescimento;
  • Desnutrição leve;
  • Problemas emocionais como estresse;
  • Vergonha de comer em público;
  • Isolamento social.

Cerca de 35% das crianças diagnosticadas com a síndrome trocam a escola pelo ensino domiciliar. Muitas, mesmo frequentando a escola, costumam não participar de atividades esportivas. Portanto, ao perceber os sinais e sintomas, é preciso marcar uma consulta com o médico o mais breve possível.